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Avanço das Mulheres nas Engenharias

Representatividade, liderança e boas práticas no sistema Confea/Crea.

Revista Engenharia em Debate — Ed. 3 · 2024 · CREA-PR / AREA-PB · Pato Branco-PR

Tatiane Pezente
Tatiane Pezente Engenheira Civil de Infraestrutura — Coordenadora do Comitê Mulher da SUDENGE Francisco Beltrão · Regional CREA Pato Branco · CREA/PR 175410-V · CREA/SP 5062088303-D

As estatísticas revelam uma quantidade muito maior de homens do que mulheres em diversas áreas da engenharia — um grande desequilíbrio que a categoria vem enfrentando com organização, comitês e ações concretas.

A busca por um sistema igualitário vem sendo conquistada lentamente. Estamos no caminho: a constituição de comitês de mulheres coloca em evidência a reforma desse sistema profissional em nosso país. Quanto mais as mulheres participarem e ocuparem cargos de liderança e de decisão, mais referência e representatividade teremos — e assim estaremos despertando outras mulheres a seguirem pelas engenharias e incentivando as engenheiras a participarem dos comitês.

223.711 mulheres registradas no sistema Confea/Crea, representando cerca de 20% dos profissionais de engenharia no Brasil.
Passagem da coordenadoria no ERAS 2024
Momento da passagem da coordenadoria da Letícia para Tatiane no ERAS (Encontro Regional de Associados SUDENGE), novembro de 2024.
“Precisamos da visão das mulheres nas decisões — só assim chegaremos a um sistema mais justo e igualitário. Mulheres sendo minoria na categoria têm que se esforçar muito mais do que seus colegas homens para ocupar os mesmos cargos. Elas não podem errar.”

O que tem ajudado muito as mulheres são as entidades, o cooperativismo e a ajuda das próprias colegas. O preconceito e a violência de gênero ficam em evidência, e as ações de comitês e o Selo de Boas Práticas representaram um grande avanço no Paraná.

O Comitê Mulheres do CREA-PR aumenta sua abrangência por meio dos comitês regionais, através das suas entidades, ampliando a participação das mulheres nas decisões do sistema Confea/Crea.

Assinatura do protocolo do selo Nós Por Elas no EPEC
Eng.ª Williane Almeida (ADEC Dois Vizinhos), Eng.ª Tatiane Pezente (SUDENGE), Secretária Leandre Dal Ponte (Semipi), Natalie de Castro Alves (Instituto Nós Por Elas) e Eng.ª Letícia Giacomin (SUDENGE), durante o EPEC, na assinatura do protocolo de intenções do selo “Nós Por Elas” do CREA com a SEMIPI.

Selo “Nós Por Elas” — Instituto Nós Por Elas / ABNT

O Selo Nós por Elas/ABNT contempla um compromisso amplo e estruturado com vistas a possibilitar que organizações — sejam públicas ou privadas — consigam, de maneira efetiva, combater a violência contra a mulher em várias instâncias. Trata-se de um compromisso organizacional do mais alto padrão, alinhado às melhores práticas atuais.

Para facilitar a adequação, o processo de certificação foi dividido em etapas, com direito a selos correspondentes. Cada etapa abrange um conjunto próprio de requisitos que, ao serem cumpridos, permitem que a organização receba o selo da fase. O progresso inicia com o selo Bronze e avança até o selo Platina.

BronzeCertificação inicial
PrataPráticas intermediárias
OuroAlto comprometimento
PlatinaExcelência máxima

Os critérios são cumulativos: para alcançar qualquer selo acima do Bronze, é preciso cumprir todos os requisitos dos selos anteriores. A organização que já atenda aos requisitos mais avançados pode se candidatar diretamente a um nível mais alto — Prata, Ouro ou até Platina —, sem precisar iniciar pelo Bronze.

O selo foi lançado em agosto de 2024 pelo Governo do Estado, por meio da SEMIPI. O CREA-PR assinou o protocolo de intenções no qual as instituições se comprometem a ajudar a promover o selo — uma ação que representa a união de esforços entre CREA-PR, Governo do Estado e ABNT.

Canal de denúncia do Sistema Confea/Crea:
cpa.confea.org.br · prevencao.assedio@mutua.com.br

Artigo publicado originalmente na Revista Engenharia em Debate, Edição 3 · Ano 2024 — parceria entre CREA-PR e AREA-PB (Associação Regional de Engenheiros e Arquitetos de Pato Branco-PR).

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